Madrugada

No último post, falamos sobre o papel da arte, que é nos acolher de volta à humanidade, e como a poesia pode ser um mapa para navegar nessa jornada de volta. O Buda disse, “a maneira como vivemos nossos dias é a maneira como vivemos nossas vidas”. Talvez, então, usar o dia como metáfora pra essa jornada possa ser bastante proveitoso.

E nossos dias não começam quando acordamos, mas na madrugada.

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Por que você deveria ler Ficção

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Uma vez, um amigo me contou uma história pra explicar o conceito de infinitos. Havia uma tribo muito antiga que tinha aprendido a contar até vinte – qualquer coisa depois disso era “um montão”. Quantas pessoas temos na tribo? Oito, dez, dezessete, vinte, um montão – opa!, pega esse um montão e leva pra começar uma tribo nova!, e assim viveram um montão de anos. Um dia, um dos meninos da tribo voltou correndo de uma caçada e disse, “estamos sendo atacados!, às armas!“, e o chefe perguntou, “quantos são os malfeitores?,” “um montão!” respondeu o menino. E foram dizimados por uma tribo com trocentos mil guerreiros.

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