Não está perfeito

Não está perfeito.

Eu repeti isso pra mim mesmo por muito tempo, sempre adiando o lançamento da Posterfy. Sempre havia algo mais pra fazer, algo a melhorar. Mas entendi que sempre vai haver.

Não está perfeito.

Não importa o quanto tenham falado disso na aceleradora. Não importa que os outros tenham dito que está ótimo, muito bom, perfeito, é assim mesmo. Meu perfeccionismo estava me barrando de evoluir.

Não está perfeito.

Mas em algum momento eu vi minha tatuagem, e lembrei do porquê eu ter embarcado nessa jornada. É sobre conquistar o medo que prende, é sobre entender que a liberdade não é, mas está – na ação.

Não está perfeito.

Por muitos anos – por muitas décadas – eu me deixei definir pelo peso dos rótulos de inteligente, de sabe-tudo, de “você é realmente bom nisso”. Pouco importa se eram verdade; cresci acreditando nisso – pior, cresci acreditando que eu era isso. E quando eu batia nessas cascas (porque a realidade tem essa mania de querer se provar), eu voltava. E parei de crescer pra além desses rótulos, o que, evidentemente, deixou meu mundo menor.

Não está perfeito.

Mas nada é; racionalmente, eu entendia isso, sempre entendi isso (muito inteligente, não?), mas como sofre a pessoa que recusa a realidade! Cria uma casca tão dura, uma armadura tão pesada, que não consegue se expandir, não consegue sair, nem deixar ninguém entrar (deus-o-livre uma ideia que ameace a imagem!). E fica muito solitário aqui dentro.

Não está perfeito.

Mas nada vai ser, nem mesmo minha aceitação de que nada é perfeito; nem a minha busca pela perfeição, nem pela liberdade, nem minha jornada com o medo. Mas não é pra ser, é pra estar.

Não está perfeito.

A Posterfy não está perfeita. Na verdade, está muito longe disso. Mas é o barco perfeito pra me atravessar nesse mar desconhecido, fora da casca, chocando contra a realidade. É um barco que ficou meses no cais, moldado no melhor limite do meus medos, e hoje finalmente vai pro mar.

Não está perfeito.

Mas se estivesse, a gente não sentia a alegria do momento. O vento na cara, a água espirrando no rosto, o subir e descer das ondas, o cheiro de sal e algas, a adrenalina da tempestade e o alívio da calmaria, o calor de um nascer de Sol cheio de novas descobertas; o prazer da descoberta. Quem é perfeito nunca vai saber como é descobrir algo novo.

Não está perfeito.

Ainda bem.

Um abraço,

Fernando

 

http://calendly.com/fernandodias

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