Friday Share #9

Se o vento não te serve, pegue os remos.
Provérbio da Antiga Roma


KOAN – 2 minutos

OBEDIÊNCIA
Tradição oral, em AshidaKim.com/zenkoans

As palestras do mestre Bankei não eram acompanhadas apenas pelos estudantes do Zen, mas também por pessoas de todos os status e sectos. Ele nunca citava as palavras sagradas nem fazia dissertações acadêmicas. Em vez disso, suas palavras eram ditas diretamente do seu coração para o coração de quem o escutava.

Sua enorme audiência irritou um monge do secto de Nichiren porque vários de seus seguidores trocaram este pelo Zen por causa de Bankei. O monge egoísta então foi ao templo para ter um debate com Bankei.

“Ei, professor Zen!”, ele gritou. “Espere um pouco. Quem quer que te respeita vai obedecer o que você disser, mas um homem como eu não respeita você. Você pode me fazer obedecer você?”

“Venha aqui do meu lado que eu vou mostrar a você”, disse Bankei. O monge, cheio de orgulho próprio, empurrou a todos que estavam em seu caminho até chegar ao lado do professor.

Bankei sorriu. “Fique do meu lado esquerdo”. O monge obedeceu. “Não,” disse o professor, “acho que falaremos melhor se você estiver do meu lado direito. Venha até aqui.” O monge, orgulhoso, encaminhou-se.

“Você vê,” disse Bankei, “você está me obedecendo e eu acho que você é uma pessoa bastante gentil. Agora sente-se e escute.”

Nota: “Koan” é uma narrativa, diálogo, questão ou afirmação no budismo zen que contém aspectos que são inacessíveis à razão. Desta forma, o koan tem, como objetivo, propiciar a iluminação espiritual do praticante de budismo zen através da interrupção do seu fluxo de pensamentos. Um koan famoso é: “Batendo as duas mãos uma na outra, temos um som; qual é o som de uma mão somente?” (tradição oral, atribuída a Hakuin Ekaku, 1686-1769).

http://www.ashidakim.com/zenkoans/4obedience.html
(em inglês)


LIVRO – 560 minutos

MODERNIDADE LÍQUIDA
de Zygmunt Bauman

A modernidade imediata é “leve”, “líquida”, “fluida” e infinitamente mais dinâmica que a modernidade “sólida” que suplantou. A passagem de uma a outra acarretou profundas mudanças em todos os aspectos da vida humana. Zygmunt Bauman cumpre aqui sua missão de sociólogo, esclarecendo como se deu essa transição e nos auxiliando a repensar os conceitos e esquemas cognitivos usados para descrever a experiência individual humana e sua história conjunta.

http://www.amazon.com.br/Modernidade-l%C3%ADquida-Zygmunt-Bauman-ebook
(em português)


ENTREVISTA – 10 minutos

PORQUE NÃO ESTOU GUARDANDO DINHEIRO PARA A FACULDADE DOS MEUS FILHOS
Mark Ford entrevista Tom Dyson, em Criando Riqueza – Empiricus

Nesta semana, o Mark Ford sugere a leitura de uma entrevista com o Tom Dyson, que trabalha com ele nos Estados Unidos. Já adianto que a opinião do Tom sobre a educação dos filhos pode gerar polêmica. Você não precisa pensar como ele e seguir o que ele diz. Até porque ele vive nos Estados Unidos e as realidades brasileira e americana são diferentes. Mesmo assim, sugerimos a leitura. As reflexões que ele sugere ao defender seu ponto de vista são relevantes.

http://newsletter.empiricus.com.br/t/ViewEmail/i/8686F9D125371890/72A3D2F6B1624D76C9C291422E3DE149
(em português)


COLUNA – 6 minutos

A CRISE DE TODAS AS IDADES
por Luli Radfaher, em Folha – indicação de Mateus Rodrigues

Proposta em 1965, a ideia de crise aos 50 costumava descrever o momento esclarecedor (e deprimente) em que o indivíduo tomava consciência de sua mortalidade e percebia que já tinha passado da metade de seu tempo de existência. Para Luli Radfaher, no entanto, essa crise parece assolar mais os que entram na casa dos 30 anos do que aqueles na casa dos 50 anos. Será que a velocidade do mundo de hoje também acelerou essa crise? Ou idade não é mais o problema? E, se não, qual é? E como resolver?

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/luliradfahrer/2015/10/1693199-a-crise-de-todas-as-idades.shtml
(em português)


VIDEO – 15 minutos

O PARADOXO DA ESCOLHA
de Barry Schwartz, em TED.com

O psicólogo Barry Schwartz mira em um dos dogmas centrais da sociedade ocidental: liberdade de escolha.Schwartz estima que a escolha nos tornou menos livres e mais paralisados, mais insatisfeitos em vez de mais felizes.

http://www.ted.com/talks/barry_schwartz_on_the_paradox_of_choice?language=pt-br
(em inglês, com legendas em português)

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